domingo, 27 de março de 2011

É disso que eu estou falando, entendeu?!!

Desapareci e daí, não fi-lo por que qui-lo, fui obrigado, talvez até como Jânio Quadros, que de quadrinhos nada tinha, mas de inimigos estava até o pescoço o fez também. Mas é sempre assim quando se começa a ficar famoso, a aparecer demais na mídia, a ter fãs... É um afã. Cortaram meu horário, fizeram perseguição política, moral, desligaram os microfones, só faltou a lobotomia. Como não fizeram continuo na ativa, penso e se penso logo existo e se existo sou notadamente visível, pelo meu tamanho, of course, um cara do meu tamanho não passa despercebido, até que sou sabido, tolos são os que me perseguem, pois desconhecem o ser fantástico que mora dentro de mim, uai sô, só não vê quem é cego e só não escuta quem é surdo como só não fala quem é mudo, no mais, de noite, todos os gatos são pardos e no ninho de mafagafos ainda tem cinco mafagafinhos e não amassa garfinhos, afinal quem amassa são os garfos. A priori pirei de ré, mas como eu não sou pobre de marré gessi fiz uma música em Sol-Do-Si-Mi-Ré-Lá e de alma logo me recuperei do baque e soltei um traque em comemoração ao grosseiro ataque que me fizeram privá-los de tão insidiosos textos, vídeos bruxuleantes e fotos inenarráveis de beleza quântica quase módica, trocando em miados.... Meow ou miau ou me-au. Tornei-me um voiyer virtual, olho, mas não participo, tornei-me, acima de tudo, um sem-mãos cibernético, mais um a fazer parte da categoria dos MS, movimento dos sem...Alguma coisa. Agora eu não sei se vou ou se fico, se calo ou critico, se brigo ou se peço pinico. Afinal anarquizar sempre foi um bom remédio e falar coisas normais e banais me dão muito tédio, eu acho que vou enfiar um palavrão...C...´, da mãe ou do pai ou do irmão do meio. Fui lancetado, como num corte de cena de vídeo mal feito, fui expurgado pelos meus, atirado aos leões, mas se Deus é por mim, quem será contra mim. Um dia desses eu ressurjo como a Phoenix, do meio da cinzas e ainda trago um galão de gasolina para apagar o incêndio, até lá só me resta a saudade de todos vocês, meus amiguinhos virtuais, bonitinhos e queimadinhos de sol, eu gosto de vocês... Principalmente com batatas soutê e molho barbecue.

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E.Batbuta

domingo, 20 de março de 2011

Se dói é por que você está vivo

Passamos nossas vidas reclamando, cogitando, emperrando, adiando todas as coisas que deveriam ser expurgadas de nossas vidas, pois achamos que a cruz que carregamos não nos pertence ou que estamos carregando a nossa e a de outro que pode ou não estar acompanhando nossos passos ou equivalendo o peso do madeiro. Como costumo dizer sempre aos amigos: Não passamos por nada que não é nosso. Se os espinhos nos ferem é por que entramos em meio ao roseiral sem a devida proteção, por outro lado se nos protegemos muito não sentiremos o prazer que alguns arranhões podem nos causar. Infelizmente somos alheios às coisas importantes ou seja, invariavelmente camihamos pela floresta e não vemos a floresta ou como diria Saint Exuperrie nossos muros sempre são maiores que nossas pontes, não exatamente ou necessáriamente nessa ordem. Porém, vez por outra, essa vida tediosa e rotineiramente cansativa nos prega umas boas surpresas para tendenciosamente nos abrir os olhos a respeito de nossos objetivos e rumos. Quantas vezes abrimos mão, nessa nossa passagem terrena, de coisas no minimo importantes para nosso ego e realização própria, quantas vezes damos lugar àqueles que amamos ou simplesmente nos colocamos em segundo plano para atender às necessidades prementes de pessoas que não irão concluir ou simplesmente irão desistir de algo que você não desistiria e te completaria a alma de prazer, a chamada transferencia. Na verdade esse altruismo agudo nada mais é que a sua revolta pela sua própria falta de reconhecimento de que você não fez por que não havia condição ou sua ou de quem te cuidava. E agora a sua vez passou, passou mesmo? Quem não sonha desistiu de viver, quem se acomoda é por que suas forças essenciais estão se esvaindo pela falta de impeto e para mantermos o impeto precisamos nos desvincular de pessoas e motivos inúteis. Nunca se dê desculpas pela não realização, morra tentando realizar algo, pois viver sem objetivo é muito cruel. E se dói, relaxe. Só dói por que você está vivo e viver ainda é a maior viagem. E lembre-se sempre que comer e viajar ainda são as quatro melhores coisas da vida.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sem sonhos não se sobrevive

Vivemos de ilusões, planejamentos, castelos, sonhos. Não há outra maneira de suportarmos viver nossas vidas sem a magia do porvir, sem quimeras. Mesmo que elas nunca aconteçam, ou que se acontecerem que pelo menos cheguem perto daquilo que idealizamos. Aos nossos olhos sempre seremos os cowboys, os super heróis, as belas mocinhas ultra poderosas e sexys mesmo que o espelho tente nos convencer do contrário, ou que nossas medidas físicas não sejam adequadas à situação. Seremos sempre os mais espertos, inteligentes, capazes de resolvermos todas as situações que se ponham em nossos caminhos. Não haverá ninguém neste mundo e mesmo em qualquer outro que porventura exista com condições tão extremadadas de capacidade resolutiva como nós ou deveria dizer cada um de nós, enquanto houver sonhos para serem sonhados. Por isso nos emocionaremos a cada dia ao ouvir uma canção, ao assistirmos a um filme, uma peça de teatro, pois ali estarão no bandido ou no mocinho os nossos mais recônditos sentimentos, aquilo que não está disponível para ser visto. Coisas que nos apetecem e nos magoam, coisas que nos fazem bem e mal, experiências não experimentadas, excitantes, anoréxicas, perturbadoras e extasiantes. A vontade de provar misturado ao medo do julgamento, a intoxicação pelo libidinoso notório e a vulgaridade explicita da sacanagem. Somos assim. Tolos, débeis, extenuados e estressados, mas enquanto houver sonhos seremos imbatíveis, seremos plenos, pois nada nos dirá se eles serão ou não possíveis até o final de nossas jornadas, serão somente sonhos. Por isso dê asas a sua imaginação, deixe fluir e siga a correnteza da adrenalina em seu sangue, abra seu coração para as aventuras e não se preocupe se ele não aguentar, um dia ele irá para mesmo e principalmente deixe sua alma crescer e ser maior que seu corpo, nada é pequeno para quem tem alma grande.

E.Batbuta 27/02/2011