Quando alguém procura a outra metade da laranja significa que está em busca do que falta em si mesmo para ser completo, pois seria redundante buscar uma pessoa com os mesmos gostos, desejos e objetivos que você. A outra metade vem justamente para redefinir os planos, para azeitar a salada ou adoçar a sobremesa, para criar pontos de ajuste em tudo que anteriormente era absoluto. Novos horizontes e perspectivas inovadoras preencherão sua vida e aí você perceberá o quão insosso era viver a sua maneira e tudo mudará. Quando se acha a outra metade da laranja as cores ficam mais intensas, os choques são mais profundos, os medos e as incertezas afloram, pois o novo apavora. Mas saiba que as metades vem cortadas e são independentes, e, susceptíveis às intempéries. Em último caso faça uma laranjada. Viver uma vida ao lado de alguém é no mínimo uma aventura inusitada, translúcida e transgressoramente invasiva, pois antes de se juntarem as escovas de dentes é necessário um cursinho de direção defensiva e primeiros socorros. Primeiramente por que a fase do conhecimento mutuo pulou de repente para a cama, test drive indispensável para se saber se o motor é potente, se é cambio curto ou cambio longo, se o escapamento não emite muita poluição, enfim, deixou-se de lado a conquista, o romantismo e fundamentalmente a sedução. Você vai dizer que isso é antigo, é careta, mas é verdadeiro. Antigamente para se conseguir levar alguém para a cama se fazia a corte. Mandava-se flores, convidava-se para um passeio a luz do luar, poetizava-se sobre o amor, eterno amor. Um jantar romântico a luz de velas ou à meia luz ao som de um piano suave, teatros, cinemas, mão na mão, mão no ombro, o primeiro beijo depois de várias tentativas frustradas. Era tudo feito com emoção e causava arrepio e durma-se com um barulho desses. Dançar com a parceira se transformava num flutuar nas nuvens. Hoje é pá-buf, test drive e até loguinho meu chapa. cretinice repetir isso, mas vamos lá, hoje as pessoas se conhecem muito mais superficialmente que antes, e as garras estarão escondidas o tempo todo, pois os defeitos são geralmente sonegados e como não há convivência não se evidenciarão de imediato, agora ponha os pombinhos na gaiolinha, juntinhos, acordando de manhãzinha, usando aqueles trajes mal ajambrados dentro de casa, as bufas, os arrotos, as desavenças, os conflitos, os vícios, maneira de comer, coçar e por aí afora. Quer saber, existe um jeito de saber se você realmente ama sua metade da laranja, é o seguinte: DEPOIS DE 50 ANOS DE CASADOS SE VOCÊ OLHAR PARA ELA E VER AQUELA MULHER SENSUAL QUE VOCÊ CONHECEU E SE CASOU, PARABÉNS SEU AMOR É VERDADEIRO E DURADOURO, MAS SE VOCÊ OLHAR PRA ELA E VER UMA VELHA RABUGENTA E HORROROSA, MEU AMIGO, SEM CHANCE, VOCÊ DEVERIA TER DESCIDO DESSE TREM UMAS 20 ESTAÇÕES ANTES, AGORA É TARDE, VAI COMENDO OS GOMINHOS DO BAGAÇO E VICE-VERSA PARA AS MULHERES. Certos príncipes depois de beijados viram sapos e alguns deles com a idade viram lobos e passam a vida correndo atrás da chapéuzinho vermelho, mas só dormem com a vovózinha. Normalmente as princesas são sempre pobres e perseguidas e depois que se casam pobre dos homens que são perseguidos por elas. Último aviso: Não faça da sua vida uma eterna era medieval cheia de espadas e dragões. A vítima pode ser você.
Eduardo Batbuta 13/04/2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Independente futebol clube
Você é uma pessoa independente? Livre na total concepção da palavra? Desculpe-me a pergunta é que eu ouço tanto se falar nessa tal liberdade. Veja que nos temos muitas amarras, a família: esposa e filhos, pai e mãe mais os irmãos, depois os compromissos: namorado, noivo, trabalho, estudo e por fim a sobrevivência: a grana. Sem contar os costumes, tipos de diversão, os modos, educação e a não menos irrelevante em sua forma: a aparência. Como ser livre? Você até me diria: Se eu tivesse dinheiro, faria o que quisesse. E eu lhe digo que você seria escravo do seu dinheiro e prisioneiro de sua segurança. Ahh!!! Mas eu curto minha vida insanamente, e eu lhe diria, sem dúvida, tão insanamente que você nem é capaz de notar que a sua prisão acima de tudo é tediosa. Planejamos mais do que realizamos,por que tudo depende se vai chover ou fazer sol, se a turma vai ou alguém vai dar bolo, se o feriado vai ser pra todos ou só para alguns, se não houver imprevistos tão grandes que o dinheiro não cubra, se o carro estiver em ordem, se e se e se.
Liberdade é um anseio perigoso por que muitas vezes extrapolamos o limite do seguro, do palpável.
Arriscamos tudo para sentir o vento bater no rosto, por um mergulho mais profundo, pra ver as estrelas no céu, tentamos tocar na mão de Deus quando sentimos um frio na barriga ou um arrepio na espinha, aquela velha sensação do acho que não vai dar, mas eu vou assim mesmo.
Passamos nossa vida tentando nos livrar do inevitável: a repetição incansável da rotineira e absoluta roda da vida, sem começo e nem fim, andando eternamente em círculos.
Mas não desanime pois ainda temos uma ferramenta potencial para usar, o que não nos garante a liberdade, mas nos dá a sensação de poder mais indescritível do mundo: a criatividade.
Portanto se você já chegou à conclusão de que não é livre como queria, crie, sim crie.
Crie laços de amizade, e de amor, crie espaço para partilhar suas experiências, seu conhecimento, amplie o nível de relacionamento, escolha o bom, o saudável, o amistoso. Crie vínculos com a natureza, observe as delicadezas dos movimentos da vida em todas as suas formas e lembre-se, mesmo assim posso estar errado, mas a maior liberdade transcende o corpo, é energia pura e quem ainda não ouviu falar em pessoas que tem a alma maior que o corpo.
Liberdade é um anseio perigoso por que muitas vezes extrapolamos o limite do seguro, do palpável.
Arriscamos tudo para sentir o vento bater no rosto, por um mergulho mais profundo, pra ver as estrelas no céu, tentamos tocar na mão de Deus quando sentimos um frio na barriga ou um arrepio na espinha, aquela velha sensação do acho que não vai dar, mas eu vou assim mesmo.
Passamos nossa vida tentando nos livrar do inevitável: a repetição incansável da rotineira e absoluta roda da vida, sem começo e nem fim, andando eternamente em círculos.
Mas não desanime pois ainda temos uma ferramenta potencial para usar, o que não nos garante a liberdade, mas nos dá a sensação de poder mais indescritível do mundo: a criatividade.
Portanto se você já chegou à conclusão de que não é livre como queria, crie, sim crie.
Crie laços de amizade, e de amor, crie espaço para partilhar suas experiências, seu conhecimento, amplie o nível de relacionamento, escolha o bom, o saudável, o amistoso. Crie vínculos com a natureza, observe as delicadezas dos movimentos da vida em todas as suas formas e lembre-se, mesmo assim posso estar errado, mas a maior liberdade transcende o corpo, é energia pura e quem ainda não ouviu falar em pessoas que tem a alma maior que o corpo.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
FELIZ ANO...
Nada muda simplesmente tudo continua, nós que insistimos em achar que tudo recomeça num novo ano, talvez por que no fundo queiramos mudar tudo o que não pudemos em nossas vidas e acabamos nos propondo metas e objetivos como se fossemos realmente nos organizar e nos realizar em termos de aquisições para o bem estar do nosso ego.
Só que não funciona assim, mudar é muito difícil, mas temos que ter esperança.
Então produzimos nossas capas de super heróis, ajeitamos as mascaras, pintamos a Bat-Caverna e colocamos um aquecedor novo na sala de cristais no pólo norte e partimos atrás do pote de ouro no fim do arco íris, mas alguém sabe em qual ponta do arco íris fica o final.
Seria muito mais sábio de nossa parte conhecermo-nos em primeiro lugar, saber das nossas fragilidades, dos nossos medos, a insustentável leveza do ser que muitas vezes nos tornam inacessíveis às boas atitudes de personalidade, a nos entregarmos de corpo e alma às boas amizades, a interagirmos mais habilmente e inteligentemente com as pessoas, não deixando de lado todos os preconceitos, todo asco, todos os narizes torcidos para isso ou aquilo que não conhecemos e fugimos apavorados para não nos contaminarmos quando de repente o agente contaminador somos nós mesmos.
Repare que a distancia entre os homens aumenta em decorrência da falta de credibilidade e verdade inerente aos seres humanos modernos que em sua ânsia de se proteger de tudo e de todos acaba se isolando e criando artifícios de expurgo de convivência à sua conveniência parca e insossa.
Não temos mais nem sal e nem açúcar, não somos nem doces e nem amargos, somos “mureiros”, somos naus a deriva movidas a velas ao sabor do vento, resolvemos que não enfrentaremos, não colidiremos, não atropelaremos e jamais questionaremos, pois afinal cada qual tem direito a sua própria opinião, ou seja nos tornamos seres apáticos, amorfos e acéfalos para o nosso próprio bem estar.
Com isso perdemos a sensibilidade, a criatividade, o senso critico, o limite e a liberdade e o mundo se torna mais frio, mal educado e nos tornamos tal qual pássaros engaiolados que cantam mas não voam, cães encoleirados limitados a corridas curtas.
Não crie, portanto, uma lista de objetivos, viva a sua lista conforme ela reluzir em seus pensamentos, abra seu coração esperando que quem vier a te conhecer e a seus propósitos, abra seu coração também, não julgue, não duvide, dê méritos a quem tiver, aplauda quando tiver que aplaudir e vaie da mesma forma quem tiver de ser vaiado.
Dê valor aos bons princípios, coíba as coisas vãs e ruins.
Supere suas inconsistências mesmo que para isso você tenha que percorrer o maior caminho, os atalhos são perigosos demais e fundamentalmente ame, primeiro a si mesmo, para depois saber e poder amar os outros, ajude, divida, ensine e seja humilde para aprender, ninguém conhece tudo que não tenha nada a aprender com outro.
A vida é um eterno circulo, sem começo e nem fim com algumas datas comemorativas no meio.
Só que não funciona assim, mudar é muito difícil, mas temos que ter esperança.
Então produzimos nossas capas de super heróis, ajeitamos as mascaras, pintamos a Bat-Caverna e colocamos um aquecedor novo na sala de cristais no pólo norte e partimos atrás do pote de ouro no fim do arco íris, mas alguém sabe em qual ponta do arco íris fica o final.
Seria muito mais sábio de nossa parte conhecermo-nos em primeiro lugar, saber das nossas fragilidades, dos nossos medos, a insustentável leveza do ser que muitas vezes nos tornam inacessíveis às boas atitudes de personalidade, a nos entregarmos de corpo e alma às boas amizades, a interagirmos mais habilmente e inteligentemente com as pessoas, não deixando de lado todos os preconceitos, todo asco, todos os narizes torcidos para isso ou aquilo que não conhecemos e fugimos apavorados para não nos contaminarmos quando de repente o agente contaminador somos nós mesmos.
Repare que a distancia entre os homens aumenta em decorrência da falta de credibilidade e verdade inerente aos seres humanos modernos que em sua ânsia de se proteger de tudo e de todos acaba se isolando e criando artifícios de expurgo de convivência à sua conveniência parca e insossa.
Não temos mais nem sal e nem açúcar, não somos nem doces e nem amargos, somos “mureiros”, somos naus a deriva movidas a velas ao sabor do vento, resolvemos que não enfrentaremos, não colidiremos, não atropelaremos e jamais questionaremos, pois afinal cada qual tem direito a sua própria opinião, ou seja nos tornamos seres apáticos, amorfos e acéfalos para o nosso próprio bem estar.
Com isso perdemos a sensibilidade, a criatividade, o senso critico, o limite e a liberdade e o mundo se torna mais frio, mal educado e nos tornamos tal qual pássaros engaiolados que cantam mas não voam, cães encoleirados limitados a corridas curtas.
Não crie, portanto, uma lista de objetivos, viva a sua lista conforme ela reluzir em seus pensamentos, abra seu coração esperando que quem vier a te conhecer e a seus propósitos, abra seu coração também, não julgue, não duvide, dê méritos a quem tiver, aplauda quando tiver que aplaudir e vaie da mesma forma quem tiver de ser vaiado.
Dê valor aos bons princípios, coíba as coisas vãs e ruins.
Supere suas inconsistências mesmo que para isso você tenha que percorrer o maior caminho, os atalhos são perigosos demais e fundamentalmente ame, primeiro a si mesmo, para depois saber e poder amar os outros, ajude, divida, ensine e seja humilde para aprender, ninguém conhece tudo que não tenha nada a aprender com outro.
A vida é um eterno circulo, sem começo e nem fim com algumas datas comemorativas no meio.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Bicho medonho
Quem não conhece pessoas que só te querem ver pelas costas, que te sacaneiam por pura inveja, pessoas maldosas, sacripantas de todos os tipos, pessoas que não são felizes e não gostam de ver ninguém feliz, pessoas não realizadas que odeiam os satisfeitos, os que querem ter o que o outro tem, viver a vida dele, mas não sabem nem por onde começar.
Pois bem, se você é um desses infelizes, vou lhe dar uma bela dica: Comece pelo começo. Analise o que deu errado na sua vida, veja se não jogou pedra na cruz e nem colou chiclete na mesa da santa ceia ou se não matou muito passarinho. Corrija todos os seus vícios abomináveis e olha que você deve ter um montão deles, e trate suas doenças perniciosas começando a usar colírio diet que é o melhor remédio pra olho gordo e depois gradativamente vá fazendo fisioterapia para aquele seu problema de mão fechada, faça exercícios para amolecer o coração, por que pior que pedra no rim é coração de pedra.
Trate também aqueles dois probleminhas que torram a paciência de qualquer cristão quais sejam, problema de visão curta e braço curto, o primeiro atrapalha seu desenvolvimento intelectual, bem como seu desenvolvimento emocional pessoal e o outro cria um ranço entre você e os outros à sua volta por que é penoso arrumar o que os outros bagunçam.
Respeite a hierarquia, de vez em quando pode ser um célere anarquista, isso faz bem para o ego, mas nunca seja um rebelde sem causa, pra se rebelar tem que ter justa causa, não vá simplesmente achando que ninguém te ama, por que às vezes o amor dói mais do que a omissão por comodismo ou uma ligeira passada de mão nos cabelos pra desmanchar o penteado.
Se servir pra alguma coisa, muito que bem, se não significa que você tem mais um “pobrema” e quem tem um “pobrema” tem dois problemas. Não passe surdo ou analfabeto, principalmente por que aqui não faz diferença, mas na vida faz e como faz.
Pois bem, se você é um desses infelizes, vou lhe dar uma bela dica: Comece pelo começo. Analise o que deu errado na sua vida, veja se não jogou pedra na cruz e nem colou chiclete na mesa da santa ceia ou se não matou muito passarinho. Corrija todos os seus vícios abomináveis e olha que você deve ter um montão deles, e trate suas doenças perniciosas começando a usar colírio diet que é o melhor remédio pra olho gordo e depois gradativamente vá fazendo fisioterapia para aquele seu problema de mão fechada, faça exercícios para amolecer o coração, por que pior que pedra no rim é coração de pedra.
Trate também aqueles dois probleminhas que torram a paciência de qualquer cristão quais sejam, problema de visão curta e braço curto, o primeiro atrapalha seu desenvolvimento intelectual, bem como seu desenvolvimento emocional pessoal e o outro cria um ranço entre você e os outros à sua volta por que é penoso arrumar o que os outros bagunçam.
Respeite a hierarquia, de vez em quando pode ser um célere anarquista, isso faz bem para o ego, mas nunca seja um rebelde sem causa, pra se rebelar tem que ter justa causa, não vá simplesmente achando que ninguém te ama, por que às vezes o amor dói mais do que a omissão por comodismo ou uma ligeira passada de mão nos cabelos pra desmanchar o penteado.
Se servir pra alguma coisa, muito que bem, se não significa que você tem mais um “pobrema” e quem tem um “pobrema” tem dois problemas. Não passe surdo ou analfabeto, principalmente por que aqui não faz diferença, mas na vida faz e como faz.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
DOCES LEMBRANÇAS - De Bernardete Firmo e Eduardo Batbuta
DOCES LEMBRANÇAS
Caminho sob o luar e como um rastro de luz sobre o mar a lua ilumina minh’alma.
E nesta penumbra, que cai como brisa, num acalanto me envolve e me transforma.
Paro para devanear a respeito das peças que a vida nos prega e lançando o olhar no horizonte vislumbro o encontro de céu e terra de forma tão etérea quanto nossos sentimentos em relação às duvidas da entrega plena.
Pensamentos assimétricos e soltos sem encontrar morada, minha mão em seu rosto com ternura e leveza.
O teu cheiro inebriante, sedutor. Lembrança viva do fogo que arde entranhado em desejos sublimados, busca insana por uma resposta que me arranque do peito a duvida da desventura.
Nossos corpos exaustos, eram eminentes, as horas nesta louca magia lentamente a passar, a respiração acelera e a ansiedade desponta na derme. Acariciei seu corpo de forma a dar lhe algum alento,e, colocando uma rosa no teu cabelo observei aquele seu singular sorriso.
Por que tudo desvaneceu tão bruscamente, onde nossos caminhos se desencontraram, tudo tão correto, tudo tão afável. Por onde andarás tu agora e quais serão teus pensamentos.
Não há mágica que transfigure toda a realidade do nosso amor,as palavras geralmente não traduzem toda a dimensão dos nossos sonhos e desejos,sentimentos latentes a flor da pele castrada do desejo da euforia extasiante.
As horas se extinguiram na madrugada fria, os pensamentos se misturaram desordenados e a letargia tomou conta de mim novamente, o caminho é o mesmo e me leva à mesma casa, vazia da tua presença, vazia do teu calor, vazia da tênue lembrança que restou do nosso amor, saudade foi só o que restou.
Pequena poesia aleatória escrita a duas mãos.
Deixo aqui meu agradecimento a Bernardete Firmo que divide comigo a composição acima.
Foi uma experiencia renovadora e interessante.
Vermelho- Bernardete Firmo
Branco-Eduardo Batbuta
Caminho sob o luar e como um rastro de luz sobre o mar a lua ilumina minh’alma.
E nesta penumbra, que cai como brisa, num acalanto me envolve e me transforma.
Paro para devanear a respeito das peças que a vida nos prega e lançando o olhar no horizonte vislumbro o encontro de céu e terra de forma tão etérea quanto nossos sentimentos em relação às duvidas da entrega plena.
Pensamentos assimétricos e soltos sem encontrar morada, minha mão em seu rosto com ternura e leveza.
O teu cheiro inebriante, sedutor. Lembrança viva do fogo que arde entranhado em desejos sublimados, busca insana por uma resposta que me arranque do peito a duvida da desventura.
Nossos corpos exaustos, eram eminentes, as horas nesta louca magia lentamente a passar, a respiração acelera e a ansiedade desponta na derme. Acariciei seu corpo de forma a dar lhe algum alento,e, colocando uma rosa no teu cabelo observei aquele seu singular sorriso.
Por que tudo desvaneceu tão bruscamente, onde nossos caminhos se desencontraram, tudo tão correto, tudo tão afável. Por onde andarás tu agora e quais serão teus pensamentos.
Não há mágica que transfigure toda a realidade do nosso amor,as palavras geralmente não traduzem toda a dimensão dos nossos sonhos e desejos,sentimentos latentes a flor da pele castrada do desejo da euforia extasiante.
As horas se extinguiram na madrugada fria, os pensamentos se misturaram desordenados e a letargia tomou conta de mim novamente, o caminho é o mesmo e me leva à mesma casa, vazia da tua presença, vazia do teu calor, vazia da tênue lembrança que restou do nosso amor, saudade foi só o que restou.
Pequena poesia aleatória escrita a duas mãos.
Deixo aqui meu agradecimento a Bernardete Firmo que divide comigo a composição acima.
Foi uma experiencia renovadora e interessante.
Vermelho- Bernardete Firmo
Branco-Eduardo Batbuta
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